Imagine só: Você não se lembra sobre a sua profissão. Exato. Você sabe que tem um trabalho, mas no horário comercial, você tem um lapso de memória e não sabe o que fez. Quando repare em suas unhas, há algo ali parecido com sangue seco. O que você faria? Jonathan Hoag contratou um casal de investigadores para que ele finalmente, descubra qual a sua desagradável profissão.


Editora: Amazon
A Desagradável Profissão de Jonathan Hoag, de Robert HeinleinPáginas: 214
Ano de publicação original: 1942

Sinopse:

Jonathan Hoag, um cidadão de Chicago, apreciador de arte e jantares refinados, subitamente se dá conta de que não tem lembrança alguma de suas atividades durante o dia. Ao lavar as mãos ele descobre uma estranha sujeira sobre suas unhas, que suspeita ser sangue. Preocupado por estar envolvido em alguma atividade nefasta, ele procura um casal de detetives, Teddy e Cynthia Randall, para ajudá-lo a descobrir suas atividades, seguindo-o durante o dia. Ted e Cynthia encontram-se imediatamente atirados em grandes mistérios: As memórias sobre sua profissão são falsas, ele não deixa impressões digitais, e ainda mais estranho: as próprias lembranças dos investigadores do que acontece durante a investigação parece não combinar. Um prédio de trinta andares que não existe, seres misteriosos e ameaçadores vivendo dentro de espelhos, e a realidade não sendo o que parece.
Parte estória sobrenatural, parte estória de detetives noir, Heinlein nos guia para o fundo do buraco do coelho, levando o leitor para o inesperado e surpreendente!


Jonathan Hoag contratou o casal de detetives Edward e Cynthia Randall para que o siga durante o horário comercial, a fim de que descubra, uma vez por todas, com o que raios ele trabalha. A missão toda parece bem estranha para o casal, que já estão acostumados com situações policiais incomuns. Porém, quando eles não podem confiar nos próprios olhos, eles têm certeza então de que tem algo a mais nisto tudo…

A trama começa a ficar misteriosa de um jeito completamente estranho e em uma escala gradual que dá gosto de ler. O ritmo leve e ágil, trazendo algumas cenas impactantes e personagens carismáticos, nos fazem questionar a todo momento, qual é a verdade neste caso todo. Não há assassinos para se descobrir, nem assassinatos para desvendar, simplesmente, um rapaz que não faria mal para uma mosca, parece ser o centro de uma conspiração maior que qualquer um dos personagens envolvidos.

Robert A. Heinlein dá a sua amostra de literatura de suspense, com uma história que não é ficção científica, coisa que lhe é habitual. Os detetives têm uma vida de casal interessante, que em alguns momentos beiram o caricato, mas que sempre voltam ao profundo ou ao essencial, quando se é preciso. Suas ações são justificáveis, mesmo que Hoag traga um mistério que só é desvendado no derradeiro e mortal final. Uma grata surpresa de Heinlein, que tem várias outras obras primas para se explorar.

E responda: Você tem medo de espelhos?

“— O Pássaro é Cruel.”

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