Myron Bolitar já escapou da morte algumas vezes, principalmente por conta de sua mania de heroísmo (e também de se intrometer na vida dos outros), e agora… Não foi diferente. Morte, corrupção, traições, flertes, intrigas familiares e claro, o esporte, aprontam mais uma vez outro belo e complexo caso paera o agente esportivo.


Editora: ArqueiroO Preço da Vitória, de Harlan Coben
Páginas: 320
Ano de publicação original: 1997

Sinopse:

Myron Bolitar não é fã de golfe, mas, ao ser convidado por seu amigo Win para assistir ao Aberto dos Estados Unidos, aproveita a oportunidade para tentar conquistar novos clientes. E é o que acontece quando ele é procurado pelo pai de Linda Coldren, a golfista número 1 do ranking. Antes que perceba, Myron está novamente atuando como detetive, em busca de Chad, o filho de Linda que sumiu há dois dias. O desaparecimento é mais um peso sobre os ombros do pai do garoto, o também golfista Jack Coldren, que lidera o torneio e luta para não repetir seu inexplicável fracasso de anos atrás. Win se recusa a ajudar no caso ao ser informado de que foi sua mãe, com quem não fala há anos, que recomendou Myron à família Coldren. Mesmo sabendo que ela está à beira da morte, prefere manter distância. Nesta trama repleta de suspense e reviravoltas, Harlan Coben nos leva a mansões monumentais e motéis de quinta categoria junto com Myron Bolitar, um herói complexo, de cabeça quente e coração de ouro, mais fascinante e imprevisível a cada página.


Myron Bolitar (que nomezinho…) está finalmente, tranquilo. Depois de se dar bem agenciando grandes astros do futebol americano, basquete e tênis, claro que com um pouco de malabarismo pessoal e com a ajuda do (maluco) excêntrico Win e a ex-lutadora (e sensual) Esperanza busca agora algo no território do golfe. A “caça” por talentos mal começou e os problemas, que ou são atraídos por ele ou Myron é atraído por eles, surgem de forma sutil.

Em ambiente privado o agente conhece a número um do esporte e tem um problema enorme caindo no seu colo: O filho da número um foi sequestrado. Primeiro agindo com desconfiança e depois se aprofundando cada vez mais, Myron vai descobrindo mais do que gostaria e o caso acaba ficando cada vez mais complexo enquanto precisa lidar com um trauma antigo e impactante na vida de seu melhor amigo, Windsor III.

Harlan Coben, ou melhor, o Mestres das Noites em Claro nos pega certeiramente outra vez. Desta vez brincando com nossas deduções com um certo humor sádico, ele nos leva de um lado para o outro, nos fazendo criar suposições ou teorias que Sherlock Holmes já tinha nos avisado para não fazer (Referências…). Ele nos aponta um culpado e depois o inocenta, para depois acharmos outra culpada e repetir o processo. E isso, bem construído do jeito que é, só nos instiga a devorar ainda mais o livro – e a seco, goela adentro, digo mais.

Brincando com os sentimentos e pensamentos do protagonista, trazendo reflexões já típicas do autor sobre racismo, feminismo e com suas tradicionais críticas sociais sobre classes e estrutura familiar. Todos ingredientes de um grande livro. Com reviravoltas que não tinha explorado antes, ele traz elementos novos para a franquia de Myron Bolitar e ainda desenvolve melhor o personagem de Win.

Harlan Coben, junto com James Patterson, em minha opinião são os novos Sir Arthur Conan Doyle e Agatha Christie de nossa era. Guardando as devidas proporções, eles retratam em suas obras a violência e as realidades urbana e elitista do final do século XX pra cá, e o fazem nos entretendo e fazendo refletir com a boa e velha investigação policial. Como um bom livro do gênero deve ser. E por isso amo o gênero. Nos trazem camadas cinzas que nos trazem pensamentos críticos e esperança em igual medida.

bio CAIQUE