Chegamos em mais uma aventura de Myron Bolítar, logo depois de uma intensa e profunda experiência relatada no livro anterior. O único problema, é que o nosso agente esportivo, e detetive nas horas vagas, terá que tirar muitos ossos do armário…


Editora: ArqueiroDetalhe Final, de Harlan Coben
Páginas: 304
Ano de publicação original: 1999

Sinopse:

O agente esportivo – e detetive ocasional – Myron Bolitar está num verdadeiro paraíso. Divide uma praia caribenha com Terese, uma mulher deslumbrante que acabou de conhecer – uma forma perfeita de se recuperar da perda recente de uma amiga querida.

Seu retiro é interrompido por Win, seu amigo e parceiro em inúmeras investigações. Ele não traz boas notícias: um dos clientes mais antigos de Myron, o problemático Clu Haid, arremessador dos Yankees, foi assassinado e a principal suspeita é Esperanza, melhor amiga e sócia de Myron.

De volta a Nova York, Myron está determinado a provar a inocência de Esperanza, mas os obstáculos são maiores do que imaginava. Para desvendar o crime, Myron terá de encarar o submundo nova-iorquino e abrir feridas antigas que podem ser o seu fim.


Myron Bolitar está em sua quinta aventura (cronologicamente) em Detalhe Final, com Harlan Coben trabalhando as consequências de seus embates no livro anterior, Um Passo Em Falso. Muita coisa mudou na vida do agente esportivo, que logo nas primeiras páginas, tem novo interesse amoroso – a linda Terese, com quem faz uma viagem escondida – e com mais consequências para lidar. Sua paz é interrompida quando Win, seu articuloso melhor amigo, lhe traz uma impactante notícia: Esperanza Días, sua melhor amiga, está sendo presa pelo assassinato de seu primeiro cliente.

Porém, as coisas não ficam por estas, e Myron começa a cavar esta história em lugares que ele não queria cavar. Acaba descobrindo paradeiros de antigos colegas e, mais de uma vez, sua vida é posta em perigo. O trabalho de consequências com as ações de Myron, não somente nas deste livro, mas de suas histórias anteriores, é colocada em prática aqui com maestria. O limite do bem e o mal, a linha tênue do que é certo e do que é legal, é trabalhada sempre em diálogos dinâmicos entre o protagonista e Win.

E como lhe é de praxe, Harlan Coben ainda dá suas pitadas de crítica social, sendo mais forte aqui, a questão sexual e de gênero, além da aparência e personalidade de Big Cindi. Esta – enorme – personagem é sempre referenciada com sarcasmo e ironia, por suas vestes extravagantes, feiura notável e tamanho gigantesco. Entretanto, ela ganha importância e camadas de profundidade sobre sua persona, o que a deixa mais cativante e necessária na história.

O passado de Bolítar é um ponto alto na história, pois, por ignorância e afobação para livrar seu cliente de confusões, acaba participando de algo que trará consequências anos depois. Suas falhas têm destaque neste livro, o transformando em um “herói” mais humano e relacionável. Com suas tiradas de humor, críticas bem apontadas, personagens cativantes e diálogos afiados, temos mais um livro excelente deste brilhante escritor.

bio CAIQUE