Música, Esqueletos, Família e Lágrimas… Viva a Pixar

Depois de ter revolucionado as animações 3D com Toy Story (1995), a Pixar virou um estúdio que ficou conhecido por ótimas animações e por sua “Fórmula Pixar”. Mas, a pergunta é: será que a tal fórmula sempre funciona? Particularmente, como fã de animações, respondo de cara que sim, apesar de alguns pequenos plot twists, sabemos que os longas vão acabar com um final feliz e que uma lição vai ser passada, porém, neste momento entra a magia das animações Pixar – algo feito por anos -, sem qualquer tipo de apelação e, de formas diferentes onde funciona até hoje.

Em Viva – A Vida é uma Festa, Miguel é um menino de 12 anos que quer muito ser um músico famoso, mas precisa lidar com sua família que desaprova seu sonho. Determinado a virar o jogo, ele acaba desencadeando uma série de eventos ligados a um mistério de 100 anos.

Um diferencial desta animação é a sua direção. O diretor Lee Unkrich ousa trabalhando com um longa animado com uma movimentação de câmera típica de live action, mudando de planos fechados para planos abertos, mostrando a beleza do lugar, utilizando de travelling shoots e até fazendo alguns planos sequência. O que deixa a animação ainda mais bonita e com bastante estilo. Ele ainda faz um bom jogo de manipulação com alguns plot twists no final, você acha que a narrativa vai caminhar para um lado quando, na verdade, ela irá para outro. A animação faz isso o tempo todo e o espectador nem percebe.

Apesar de ser um filme Pixar igual aos outros, em termos estruturais, não tem como você não se encantar pelos personagens e reconhecer que o estúdio realmente respirou a cultura mexicana, tratando-a com muito respeito. A obra ainda traz aquela mensagem aos adultos sobre importância cultural, da família e, de não deixar morrer a memória daqueles que já se foram, além de também a parte divertida para as crianças com cenas de ação empolgantes, uma jornada narrativa fácil de entender e com um excelente humor.

E falar que a animação da Pixar é bonita e deslumbrante é pleonasmo. Eles se utilizam muito da cultura mexicana para compor o cenário, auxiliado por cores vibrantes e vivas. É de encher os olhos quando se tem uma cena aberta da cidade dos mortos, além da fluidez das cenas ser algo assustador, teve momentos em que a musica, animação e atuação me fizeram esquecer que eu estava vendo uma animação.

Em suma, Coco ou Viva – A Vida é uma Festa é mais do mesmo da Pixar, mas é aquele mais do mesmo que vai mexer com a suas emoções e, com certeza, te fará chorar no terceiro ato, se importar com o personagens, cantar as musicas e vai fazer você sair do cinema querendo dar um abraço em sua família. É uma obra simples, deslumbrante, cativante e apesar de previsível, emocionante… Viva La Pixar.

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