Você vai ler uma resenha tão inominável, que você não acreditaria se eu te dissesse.  Ela explora traços do livro que nunca antes analisaríamos de outra forma, se não fosse pelo o que está escrito aqui. Sua visão de mundo nunca mais será a mesma, e até mesmo agora hesito em mostrar. Porém, está na hora de contar sobre coisas além da imaginação… Confira por sua própria conta e risco.


Editora: Hedra Resenha de Nas Montanhas da Loucura, de H.P. Lovecraft
Páginas: 132
Ano de publicação original: 1936

Sinopse:

Um dos grandes clássicos da literatura fantástica do século XX, Nas montanhas da loucura é uma importante chave interpretativa para toda a obra de H.P. Lovecraft. O título é parte da Série Lovecraft, provavelmente as melhores traduções e edições já feitas da obra do escritor. Sob o manto glacial da Antártida, uma expedição científica promovida pela Universidade do Miskatonie descobre surpreendentes indícios de civilização muito anteriores à humanidade em nosso planeta. O volume traz um apêndice com as anotações feitas por Lovecraft para a composição da novela, uma carta escrita ao correspondente Frank Belknap Long em que discute a transição do horror sobrenatural para a ficção científica e uma tradução em verso do soneto “Antarktos”.


Vocês notaram o que eu fiz na introdução desta resenha? Eu fiquei prometendo e prometendo, criando expectativa atrás de expectativa para que você lesse algo com uma esperança alta de ser algo de outro mundo, algo nunca antes pensado. Bom, este tipo de coisa está presente em 90% do livro.

Tudo bem, vamos primeiro falar da história. Um grupo de exploradores científicos parte do continente americano e vão para as geleiras antárticas para tentarem descobrir fatos sobre a vida naquele gelado território e outras coisas mais. Porém, a exploração debanda para um lado nunca antes explorado pelo ser humano e dão de cara com uma cadeia de montanhas enormes. E, praticamente aos pés desta aterrorizadora barreira, é descoberta uma caverna que esconde seres nunca antes vistos pela humanidade.

O protagonista é chamado para estar naquele local para se utilizarem de seus conhecimentos geológicos, e ele corre para o local com sua equipe, mas chega tarde demais. O local está devastado e a curiosidade e o senso investigativo os instigam a tentar passar pelas montanhas enormes e tentar desvendar este mistério de uma vez por todas. Entretanto, pior do que isso, será tentar manter a sanidade em meio a este suspense.

O livro é escrito de maneira autobiográfica, relatando as experiências do explorador nesta confusão misteriosa. Entretanto, como o personagem é um homem da ciência, ele é bem descritivo sobre as coisas que encontra e fica prometendo e prometendo sobre descobertas aterrorizantes,  e isso vai elevando a sua expectativa tremendamente até o seu chocante final. E para homens que, de repente, se deparam com o até então inimaginável, é uma experiência totalmente fora da curva.

E vemos aqui o começo de influências em questão de roteiros e design que seriam trazidos a vida em outras obras da cultura pop, como explorações que dão errado como a franquia Alien, com King Kong, e monstros com desenhos parecidos como as máquinas de Matrix e os alienígenas de A Chegada. Com certeza, vale a sua leitura, para conhecer mais do universo inominável de Howard Philips Lovecraft.

bio CAIQUE