Primeira regra sobre o clube da luta, é que você não fala sobre o clube da luta.
E a segunda regra sobre o clube da luta, é que você não fala sobre o clube da luta. Então vamos quebrar estas regras e nos aprofundar na obra do entediado Chuck Palahniuk!


Editora: LeYaClube da Luta, de Chuck Palahniuk
Páginas: 272
Ano de publicação original: 1996

Sinopse:

Um clássico da litratura cult mundial! Considerado um clássico moderno desde sua publicação em 1996, o livro “Clube da Luta” consagrou Chuck Palahniuk como um dos mais importantes e criativos autores contemporâneos, além do próprio livro como um cânone da cultura pop. O clube da luta é idealizado por Tyler Durden, que acha que encontrou uma maneira de viver fora dos limites da sociedade e das regras sem sentido. Mas o que está por vir de sua mente pode piorar muito daqui para frente. O livro foi filmado em 1999, pelo vencedor do Oscar de melhor diretor, David Fincher (Os Homens Que Não Amavam as Mulheres, A Rede Social), que conseguiu adaptar toda atmosfera do livro, o mundo caótico do personagem e o humor negro de Palahniuk em uma trama recebida com inúmeros elogios pela crítica e pelo público que conta com os atores Brad Pitt, Edward Norton e Helena Bonham Carter.


Famoso filme com Brad Pitt e Edward Norton, explodiu muitas mentes com seu desenvolvimento surpreendente e recentemente, nos lembramos desse filme por causa do plot da primeira temporada de uma certa série por aí. E claro, ainda mais com os lançamentos da editora LeYa, que nos trouxe novamente o primeiro livro e de quebra, o segundo livro desta estória. E antes de todo o movimento que houve após o filme, existia este livro. Esta estória.

Já adianto, que tirando uma ou outra circunstância diferente, o filme é bem fiel ao livro. Que conta a vida de um tedioso homem comum, que está com insônia e de repente se vê em um vício de acompanhar todos os grupos de apoio de pessoas que tem alguma doença ou dificuldade. Nessas idas e vindas, ele conhece a doida e caótica Marla Singer que provoca certas coisas nele e logo depois temos a introdução de Tyler Durden, o idealizador do Clube da Luta e logo depois, de algo maior.

Lendo o extra desta edição, que é o posfácio do próprio autor sabemos o quão pessoal é essa estória para ele. Mas, ao mesmo tempo, quão pessoal é para cada um de nós também. Pois o sentimento de que poderíamos estar fazendo alguma coisa a mais em nossas vidas que caíram em uma plena rotina e que chegamos em um momento em que questionamos todas as nossas ações e escolhas, é algo que faz parte de nós.

Nem todos conseguem a chegar a alguma resolução, porém, o personagem do livro chega a uma que só o leva para um caminho de violência e autodestruição. E como bônus, ainda temos toda a anarquia. Em pleno final do século XX, toda a ânsia de poder ver talvez o final de todas as coisas e logo depois ver que… Nada aconteceu, foi algo que passou pelos corações e mentes das pessoas envolvidas nta época. Tanto que o personagem está a todo momentos esperando pela morte poética ou tediosa que tanto ansiou… E sempre nada acontece, e ele chega a esta terrível conclusão de sua vida patética e confusa.

A atitude totalmente diferente de quem ele realmente era, e que vem à tona na personalidade de Tyler Durden é algo que ele sempre esteve querendo fazer, mas por apego a certas coisas ele nunca tomou um passo à frente e as fez. A sua relação confusa porém marcante com Marla Singer. O Clube da Luta. Tudo isso veio como uma fuga de sua realidade solitária e logo tudo isso vem de encontro a nossas vidas. Ao nos perguntarmos em como escapamos de nossa realidade e acima de tudo… Nossa realidade é tão ruim a ponto de termos que fugir dela? Se a resposta é sim para esta pergunta, algo precisa ser mudado em sua vida… E sempre essa ação está relacionada a você mesmo, não adianta jogar a responsabilidade em outra pessoa.

Este é um dos livros que te puxa para certas reflexões sobre principalmente o que não fazer com sua vida. Mas, ao mesmo tempo, sobre que tipo de perguntas você deve fazer a si mesmo. E livros assim, apesar da má conduta exemplar de seus personagens, merecem serem levados consigo por muito tempo, pois o pensar é uma atividade que deve ser feita sempre. Mesmo que seja dolorosa. Então, fica a regra máxima:

A primeira regra sobre o Clube da Luta é falar sobre o Clube da Luta.

bio CAIQUE